segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O [re]Começo...


Em momentos difíceis muita coisa acontece dentro da gente, temos que lidar com choro, angustias, arrependimentos, arranhões, dores e até mesmo uma sensação de morte, muitas vezes absurda.

Mas o desespero não trará respostas, o choro não lavará a alma, muito menos apagará o que necessita ser mudado. Hoje já é outro dia, olhei para o espelho e vi algo que não gostei... hora de mudar.

A caminhada está apenas começando, eu decidi por passos largos e deixar que o vento se encarregue de secar o meu rosto.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Troca...

Mesmo amando muito alguém, há momentos em que (sem saber), não conseguimos acertar. Sobram juras, sobra ciúme, sobra vontade de ficar juntos, mas não sobram as declarações de amor, não sobram aquelas conversas gostosas sobre como o mundo ficou diferente depois que aquela pessoa começou a fazer parte de nossa vida, não sobram atitudes que fortaleçam a união, nem palavras bobas que façam bem ao serem ouvidas.

Vai ver que é mais fácil demonstrar carinho para um amigo, afinal, aquele que você chama de  amor já deveria saber que é amado... estão juntos, não é novidade, nada mais precisa ser provado. Será que é assim?

Os dias vão se passando e algumas coisas não mudam... é possível a infelicidade andar de mãos dadas com a felicidade? É possível viver a vida como se estivesse numa montanha russa, sem freio, com frio na barriga a todo momento?

Dizem por ai que o amor é como uma planta, que necessita ser regada, receber vitaminas, sentir aquele calorzinho de vez em quando, pois se ficar sempre na sombra, num lugar gelado,  fechado e não receber o mínimo de cuidado necessário, ela morre. Se ele realmente é como uma planta, é frágil, e até que se ambientalize no solo plantado, até que suas raízes se tornem fortes, precisam de atenção...  isso demanda tempo, cuidado e dedicação.

Não quero que meu amor seja um cacto, não quero que ele se vire no deserto, nem que seja repleto de espinhos, não quero afastar de mim  quem pode me acariciar,  prefiro não amar.

Você tem dito todos os dias o quanto ama a pessoa que está ao seu lado? Você reconhece as provas de amor que ganha e vez ou outra as retribui? Palavras são bacanas, mas atitudes são fundamentais. Aprenda a ouvir sem julgar, pense sobre, você pode estar errando.

Acho que troca é a palavra...  Se não houver troca é impossível durar, o amor se perde e uma linda história pode se  acabar.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Entre lembranças e coração...

Depois de passar por algumas situações que me causem dúvidas se estou fazendo escolhas certas, é inevitável parar e fazer uma retrospectiva sobre tudo que já vivi... é inevitável analisar passado e presente, tentando traçar o futuro (se é que isso seja possível!).

Minha vida passa pela minha mente como um filme, relembro de atores principais, figuração e coadjuvantes. Me lembro dos que me fizeram sorrir, chorar, amar, me sentir abandonada, acolhida, escolhida... Tenho tantos sonhos que ainda estão tão longe de serem realizados,  tantas vontades ainda reprimidas por medo de me expor demais.

Há tanta gente boa deixada pelo caminho, eu gostaria de ligar e dizer “olá, como você está?”, mas não faço, deixo pra amanhã, deixo para o dia que der, mas e se não der? E se o tempo passar e eu perder a chance de falar tudo que acho necessário ser dito?

Faz quase um ano e três meses que perdi meu tio, no decorrer do desenvolvimento de sua doença e agravamento do quadro, tive a chance de agradecer e falar tudo que ele merecia ouvir, pois não foi apenas um tio, foi um pai, um herói, meu porto seguro. Só que nem sempre é assim, as pessoas podem morrer sem dar indícios que isso vá acontecer... e aí?

No auge dos meus 33 anos, ainda consigo magoar o outro de maneira tão infantil... infelizmente  sei ser dura, em alguns momentos até injusta. Aprendi a me desculpar e pedir perdão se necessário for, mas o que eu preciso mesmo é aprender a não errar tanto, ser menos impulsiva.

Não basta amor para construir uma vida com alguém,  tem que haver respeito, tem que haver renuncias, o segredo talvez seja olhar juntos, e um pelo outro, isso tudo sem briga de egos, nem disputas... afinal, deveriamos ser do mesmo time.

Não basta ter o mesmo sangue para chamar de família, é necessário cumplicidade, companheirismo, presença, seja da forma que for.


Ando vivendo entre risos e lágrimas, certezas e dúvidas... tenho aprendido muitas coisas nos últimos anos, agora só me resta crescer. Na verdade, já passou da hora disso acontecer.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Farta de mar...

A solidão tem mordido meu calcanhar, o egoísmo arrancou meu coração, minhas questões em meio ao silêncio tem feito rebuliço em minha mente.

Minha visão já não alcança o futuro, o presente vive ausente e meu corpo não reage a falta de tudo que não fui.

Está acabando, sinto minha alma deixando meu corpo, ouço choros, mas não vejo nada. Tudo está escuro e gelado, é denso, molhado, não pode ser céu, talvez seja inferno, mas sem fogo? Sim, sem fogo, não há calor, não há vida, não há chance, nem medo de me queimar.

Falta de ar, farta de mar, chega de navegar em águas desconhecidas... estou perdendo os sentidos, na verdade percebo que há tempos não há sentido algum.

Meu corpo submerso no não ser, procuro sua mão e mais uma vez sou mordida pela solidão, feroz e implacável.

Enfim, morri de tanto querer.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sobre o tempo e a saudade...

Um ano se passou... esta dor é tão minha que sequer estou conseguindo colocá-la no papel.

Se eu ficar doente não terei mais o seu colo, se eu tiver medo não posso mais me abrigar em seus braços... acabou minha proteção, a mão estendida, o olhar aflito em resolver meus problemas comigo.

Confesso que tenho fugido de alguns medos, pois sei que você não estará mais aqui ao meu lado para me ajudar a superar.

Por mais que eu escreva ou grite que te amo, não vai mais adiantar, acabou... ainda ouço sua voz e suas risadas, mas até seu cheiro já saiu das roupas que peguei para guardar comigo.

Hoje o dia está difícil, pesado, triste e vazio.
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As horas não passam, estou contando os minutos para finalmente poder voltar para casa e me esconder debaixo das cobertas, apagar as luzes e ficar com meu silêncio.

Não sobrou nada além das lembranças e do calendário, no qual conto os dias que sigo minha vida sem você.

A dor pode fazer a vida parar, mas não o tempo... ele segue, veloz e implacável.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Defeito de fabricação...

Um bem que faz mal, um mal que traz segurança e me parece tão necessário... mas há mal necessário?

Mudança improvável, esperança sem forças, confusão, olhos inchados, cabeça tonta, coração perdido, mente estagnada, defeito de fabricação... medo da perda, necessidade de ser e fazer feliz.

Saudade adiantada, certezas incertas, amor capaz de agredir pelo simples prazer de ferir.

Arrependimento, angústia, lágrimas entre bocas e línguas... posse.

Sentimento desmedido, sem controle, sem juízo... onde tudo é permitido, inclusive o adeus que quer ficar.

terça-feira, 19 de março de 2013

De ponta cabeça...

Aprendi que entregar meu amor, meu coração e meu melhor sorriso, não basta... é muito poético, verdade, mas há outras coisas importantes que necessitam ser entregues numa relação.

Aprendi que ter confiança em quem amamos é essencial. A possibilidade de ser ouvida e depois ganhar colo é muito boa, mas melhor ainda é saber escutar, saber dar colo e não julgar... até porque, julgamentos não cabem em nós.

Você chegou e virou minha vida de ponta cabeça, sabia? Se me contassem, eu jamais acreditaria... e como é boa a visão da vida quando olhamos para ela de ponta cabeça, é mais divertida!

Sair da mesmice, fugir do considerado “normal” pela sociedade... andar por aí, esbanjando alegria, voltar a ser criança quando der na telha, fazer brincadeiras quase infantis, desfilar pelas ruas de mãos dadas, sabendo quem somos.

Amor de filme, amor cúmplice, amor em aprendizado e evolução... esse é o nosso amor.