sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Escolhas

Escolhas... Há sempre duas portas... Muitas vezes escolhemos a certa e tantas outras erramos feio! Não dá para espiar antes de entrar.Podemos ficar estáticos e deixar que tudo se repita ou analisar, digerir nossos erros e fazer diferente. E fazer diferente não é sinônimo de acerto, mas sim de perseverança.

Virar a ampulheta e observar cada grão. O tempo passa rápido demais, hoje as estações não se definem mais. E as emoções então? Beiram ao caos!A cada obstáculo, mais força para seguir adiante e lutar pelo nosso espaço no mundo, espaço em nós mesmos. O chão gira e nem sequer percebemos, a vida passa e sequer acenamos... já foi... tchau.

Está na hora de tirar o peso das costas, antes que as consequências sejam irreversíveis e nossos sonhos parem na UTI.

Se ninguém quer te ouvir, tenha certeza: Você não quer falar. Gastrites, ansiedade, insatisfação, dúvidas, compulsão e dificuldade, tudo isso vem e explode com toda força contra seu peito. Estresse!!!

Está na hora de parar e sorrir! Leia um bom livro, olhe para o lado... ali estão as pessoas mais importantes de sua vida. Divirta-se, jogue a bolinha para o seu cão, faça uma bela caminhada no parque ou simplesmente pare, observe e aproveite tudo que conquistou. A vida tem pressa e a felicidade também.

"Sonho que se lembra é aquele que se acorda na metade. E o que foi até o fim, não é sonho. É realidade."
(Trechos retirados de um texto de R. Ortiz)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Permitir-me

Hoje acordei diferente, um pouco triste e ao mesmo tempo com uma sensação de que ontem me permiti viver algo bom, porém doloroso.

Permitir-me neste caso, não significou conhecer novos lugares ou pessoas, nem buscar realização pessoal ou concretizar sonhos. Entrei em contato com algo que durante anos preferi deixar esquecido, abri minha “caixa de pandora”, encarei as piores coisas de minha vida, aquelas que machucam, as frustrações, as decepções, os medos, os traumas.

Resolvi começar a mexer e pensar sobre... lembranças e convicções que bateram de frente e estouraram contra meu peito, causando uma dor aguda e singular, mas necessária.

Não dá mais para me esconder de coisas que impedem que eu siga adiante. Quero crescer, quero parar de sorrir quando sinto vontade de chorar, mexer e remexer nos sentimentos, sair da zona de conforto, enfrentar e entender que todas estas experiências não me diminuem; pelo contrário, acabam me tornando forte demais.

Mas o problema é que também não quero ser sempre forte... quero chorar ao ponto de perder o fôlego e ficar de nariz vermelho, quero sentir a perda e elaborar os diversos lutos que tenho acumulado em minha vida.

Quero a possibilidade de verbalizar para alguém especial em quem confio, tudo que me faz tão mal, quais as minhas frustrações e indignações, as escolhas erradas que fiz e suas conseqüências.

Quero o direito de me arrepender e ter uma nova chance para acertar. Em contra partida, não quero mais dar milhares de chances, nem acreditar em pessoas que não conseguem valorizar ninguém e muito menos enxergam qualquer outra coisa além do próprio rabo.

Se possível quero acordar de olhos inchados, mas com o espírito leve e sem nenhuma vergonha do que não tive, do que não fui, do que não vivi e principalmente do que não foram para mim.

É isso!

O texto publicado no dia 05/09 fala de felicidade e o de hoje está um tanto quanto triste, mas fiquem tranqüilos porque não sou bipolar... rsrs

Existe uma música do Gram que diz "Quem inventou você fui eu, porém eu tenho que desinventar pro bem..."

Eu só preciso crescer e desinventar algumas pessoas... crescer dói e desinventar alguém também não é a coisa mais fácil do mundo.

domingo, 5 de setembro de 2010

Feliz!

Eu só posso agradecer a Deus por tudo e por todas as pessoas especiais com as quais, Ele me presenteou.

Fim de semana perfeito, noite maravilhosa e ainda restam dois dias pela frente... ai ai, leve e feliz!

sábado, 4 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"Sobriedade Social" (Republicando)


Estou republicando este texto porque hoje aconteceu algo libertador. Uma pessoa muito amada me ligou, pedindo algo e se eu atendesse ao pedido, estaria mais uma vez me sabotando. Por isso, eu disse educadamente NÃO.

Expliquei que aquilo que ela estava esperando acontecer, nunca foi o meu sonho... era o sonho de outra pessoa projetado em mim.
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"Sobriedade Social"

Por que muitas vezes assumimos personagens que não tem nada haver conosco? Por que simplesmente nos escondemos atrás de um jeitão engraçado e de sorrisos que não queremos realmente dar?

A insegurança de alguma forma nos faz sofrer mutações agressivas e o pior, é que nos acomodamos com isso. Não encarar nossos problemas, não nos aceitarmos, negligenciar nosso direito de escolha, viver de acordo com a “sobriedade social”...

Para sermos aceitos num mundo muitas vezes hostil fingimos ser quem não somos, camuflamos nossos defeitos, sentimentos, medos, escolhas, abrimos mão de nossos direitos e nos escondemos atrás de um sorriso largo ou de uma piada engraçada enquanto definhamos em nós mesmos. Talvez por medo de sermos julgados ou excluídos, pois a solidão é assustadora.

No fim, depois de perder nossa identidade é que nos damos conta do quanto nos anulamos com medo do julgamento de alguém que sequer sabemos o nome. É ai que percebemos que já estamos sozinhos porque escolhemos nos abandonar.

Não precisamos ser igual a ninguém, pessoas servem como exemplos, estão ali para serem admiradas ou não pelos seus atos.

As mudanças que farão parte de nossas vidas serão sempre bem vindas, desde que sejam de dentro para fora, que sejam para melhor, que sejam libertadoras, desde que estas mudanças tenham sido escolhidas e vividas por nós!

Ufa... É isso que tenho aprendido de um tempo pra cá.

Obrigada

A correria está tão grande que só me dei conta agora, alcançamos 2016 visitas!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fim de semana produtivo

Sábado ganhei dois ingressos no camarote, do Show da Nova Brasil FM que aconteceu na Arena Anhembi. O show estava marcado para começar às 18 horas, com abertura de Zeca Baleiro. E como os lugares no camarote eram numerados, nem esquentei em sair muito cedo de casa e por isso... me ferrei.

A rua que dá acesso ao estacionamento para o show, aquela paralela ao Anhembi, estava lotada e tudo parado, com o show já rolando. O Zeca foi pontual, às 18 horas comecei a ouvir de dentro do carro a voz do moço no palco.

Entre informações equivocadas da CET quanto aos estacionamentos disponíveis, uma falta absurda de organização e uma confusão generalizada para estacionar, conseguimos chegar ao camarote depois que o Zeca já tinha terminado sua apresentação.

Assim que ocupamos nossos lugares, Nando Reis entra e nos presenteia com uma hora e meia de show... lindinho, um fofo, quando cantou "no recreio" quase morri (rs).

Depois do intervalo, eis que surge um pouco atrasada para variar, a artista cuja presença de palco é inigualável. Maria Rita interpretando velhos e novos sucessos! Dancei e me acabei de tanto cantar, uma hora e meia de um show delicioso.

Depois fui para casa, pois não estava a fim de ver Jorge Ben. Não curto.

No domingo, me aventurei pelas estradas empoeiradas de Cipó-Guaçu, fui no aniversário da filha de uma amiga querida.

Estive num lindo condomínio fechado de chácaras. Fiquei encantada com a beleza natural do lugar cheio de esquilinhos, dizem que tem até macacos. Uma represa enorme completou o cenário paradisíaco.

Acho que encontrei o lugar onde quero construir o meu “ranchinho amarradinho de cipó”... rs


Meus agradecimentos:

Lú, obrigada pelos convites.
Semi, a festa estava ótima e sua família é linda.
Tê, obrigada pela companhia.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dia do Psicólogo

Amanhã é dia dos doutores da alma, é dia do psicólogo!

Eu sou suspeita para falar do assunto, mas admito que no auge de minha ignorância, antes de aprender um pouco mais sobre a psicologia, eu achava que psicólogo era apenas médico de doido, achava que era uma profissão inútil, profissão para quem não sabia ao certo o que queria da vida... errei feio.

Quando me tornei amiga-irmã de uma pessoa que considero guerreira, brilhante, esforçada, estudiosa e apaixonada pela psicologia, comecei a buscar mais conhecimento sobre o assunto e digo de boca cheia, sem medo de errar que esta é uma das profissões mais bonitas que existem.

Tudo bem que tenho como parâmetro a melhor profissional de São Paulo. Estou falando muito sério, não estou enchendo a bola dela à toa. Prestem atenção, são 3 pós-graduações (psicologia hospitalar, avançado em psicologia hospitalar e luto.

Quem é que escolhe cuidar do outro enquanto ele sofre dores físicas num leito de hospital? Quem é que gostaria de trabalhar com pacientes terminais? Quem escolhe para si, ajudar o outro no pré e pós luto??? E ainda arranja tempo para atender em seu consultório particular. Eu jamais faria esta escolha para minha vida profissional, não teria estrutura para isso. Mas ela escolheu, é uma psicóloga apaixonada pelo que faz, é competente, humana e dona de um coração singular.

O nome deste ser iluminado é Stella Ramos Pereira.

Minha amiga, parabéns pelo seu dia!


Obs.: Quem quiser conhecer o blog dela é só acessar construindosentidos.blogspot.com

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sonho não vivido pode virar frustração

Hoje no percurso do trabalho, ainda dentro do metrô, havia um rapaz com um violão e uma linda voz tentando ganhar um trocado. A música que tocava naquele momento era In My Life dos Beatles... Descobri que é uma delicia ouvir Beatles pela manhã e vou fazer mais isso.

Passei por ele sem tempo para admirar sua arte, estava em cima da hora, mas aquela situação me remeteu algumas lembranças, principalmente de tudo que eu já quis ser.

Sempre gostei de cantar, fiz aulas de canto e participei do grupo de louvor de uma igreja que eu frequentava. Ainda quero aprender a tocar violão, tive algumas aulas e parei, este projeto tenho que retomar.

Quando criança queria ser médica, cheguei até a prestar vestibular para medicina na USP, mas havia saído do ensino público e não me dediquei o suficiente para conseguir ocupar uma vaga tão disputada. Hoje sei que não daria certo... rsrsrs.

Na verdade prestei medicina por prestar, pois a profissão que sempre deu um calorzinho aqui dentro do peito é o jornalismo. Nunca pensei em exposição na tv ou rádio, meu negócio era escrever, ficava me imaginando com alguma coluna fixa num jornal de grande circulação, lançando livros, enfim... sonhos.

Mas por questões particulares acabei cursando Direito. E confesso que sou um pouquinho frustrada com minha graduação, não gosto do meio, da prepotência que a profissão carrega, mas já foi. Agora tenho planos de correr atrás e fazer uma pós em Jornalismo Literário, simplesmente por realização pessoal.

Já tenho minha profissão fora do direito e estou satisfeita com ela, porém existe uma lacuna por um sonho não realizado, algo que eu sempre quis e não consegui. Quero resolver esta questão de alguma forma, pois não me agrada olhar para trás e enxergar lacunas.

Por isso caro leitor, sonhe e realize, pois sonho não vivido pode virar frustração.