terça-feira, 7 de agosto de 2012

"O amor é uma mistura. Boa convivência, prazer e umas gargalhadas de vez em sempre." 
 (Pedro Rocha)

domingo, 5 de agosto de 2012

"Só não aprendi a perder..."

Lembra quando eu te falei, em nossas primeiras conversas, que minha boca era ligada ao cérebro? Que eu pensava e logo falava, sem travas na língua? Pois é, com meu coração não é diferente... sinto tudo o que penso e tudo vem de uma maneira muito intensa, quase violenta contra meu peito.

Sou escorpiana, daquela meio perfeccionista, que adora um elogio fora de hora, mas também sei que sou chatinha, ciumenta e briguenta.
Aprendi desde bem pequena a defender meu ponto de vista. Cresci descobrindo os caminhos certos para conquistar tudo o que sempre quis, mas como bem disse nosso poeta Renato Russo, eu também “só não aprendi a perder.”
Carrego comigo uma vontade insaciável de fazer o bem às pessoas que amo. Tenho uma mania incorrigível de mergulhar de cabeça em tudo que me proponho a fazer, nos relacionamentos que decido viver, nos sorrisos que busco ganhar, nos corações que quero amar.
O problema é quando mergulho no raso ou quando a maré está baixa,  eu não deveria me arriscar a nadar, mesmo assim o faço e acabo por me machucar nas pedras...
Talvez eu devesse falar menos, ficar quieta, quem sabe só escutar... mas não consigo! Como não falar da cor dos teus olhos? Como esquecer sua boca e a possibilidade de te chamar de meu? Como viver sem o balanço bom de quando nos beijamos? Como abandonar seu cheiro e sua carinha de safado que eu tanto amo? Como deixar pra trás os planos e sonhos ainda em formação, as conquistas e a família que podíamos ter um dia? Como? Me diz vai.
Estamos aqui no meu quarto, eu e Adele... Já te contei que a voz dela é menos doce do que a sua? Acho que também esqueci, de te dizer que seu corpo completa o meu, sem faltas e nem arestas. E me esqueci de te contar que me reconheço em você, em nossas conversas e risadas.
Acho que este é o grande problema da humanidade! Esquecemos de dizer enquanto há tempo, tudo o que realmente importa. Quando nos damos conta já é tarde, acabou e pode não ter mais volta! Em compensação, não perdermos um segundo para magoar, apontar o dedo, ser egoísta e de uma maneira verborrágica, vomitar no outro o que não tem valor nenhum.
É nessa busca incessante entre devaneios, amores e dores que vou aprendendo...  tomara que ainda haja tempo, para ser feliz.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Quase...

Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase! É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão, para os fracassos, chance, para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando... Fazendo que planejando... Vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Sarah Westphal)

P.S. Este é um dos textos que eu daria um braço para ter escrito... sensacional!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Você Você


Você Você
Armando Fernal

E eu aposto com vocêTenho falado enquanto durmoMas hoje eu devo ter tirado o lençol pra dançarEu levo tão a serio o teu boa noite, dorme bem
Me faz tão bem me imaginar na tua companhiaMas eu quero logo ir me deitar, com você vocêEu vou até onde for pra ver isso acontecer
E eu aposto com vocêTenho falado enquanto durmoMas hoje eu devo ter tirado o lençol pra dançarEu levo tão a serio o teu boa noite, dorme bem
Me faz tão bem me imaginar na tua companhiaMas eu quero logo ir me deitar, com você vocêEu espero o quanto for pra ver isso acontecer
Hoje eu vou, vou jogar o meu cobertor fora agora eu só quero vocêTeu calor e melhor e do teu cheiro nem se falaAgora e só assim pra eu adormecer bem
Se eu pudesse eu dormia la foraA cama pra mim tem vocêEu não me deito se for pra levantar com medo de,Espreguiçar sem esbarrar em você
Eu tenho a má impressãoDe que você me faz bem até demais,A ponto que eu esquecera a minha posição Me pus aos teus pés mas você tem o mundo na tua mão
Então,sem que a culpa seja tua você vai partir meu coração,e eu vou tentar lembrar que a culpa é da situação,e só, vai me dizer Armando segue o teu caminho em paz.
Mas eu vou te encontrar, dizer, sorrindo e te dizendo um belo não,deixando muito claro que eu ainda não terminei, eu quero ouvir um pouco mais o você falar do que eu não sei.
Hoje eu vou, vou jogar o meu cobertor fora,agora eu só quero você,o teu calor é melhor e do teu cheiro nem se fala, agora só assim pra eu adormecer bemse eu pudesse eu dormia lá foraa cama pra mim tem você,eu não me deito se for pra levantarcom medo de me espreguiçar sem esbarrar em você. eu não me deito se for pra levantar
com medo de me espreguiçar sem esbarrar em você

 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ausência...


Dois meses se passaram...

Ainda me lembro dos teus olhos tão desconhecidos... sim, desconhecidos, pois mesmo sabendo que aqueles olhos que estavam ali, eram os mesmos que me viram crescer, naquele momento, pareciam desconhecidos pra mim. Faltava a doçura, a firmeza e a alegria que sempre estiveram neles.
Me lembro da sua respiração, das preces, de cada suspiro, do passeio com a enorme poltrona pelos corredores do hospital, dos desejos e vontades quase infantis quando dizia: “Quero Yakult!” “Quero sorvete de limão.” “Vira minha cama para que eu possa ver a serra pela janela.”
Me lembro do cuidado, das broncas,  do zelo, da preocupação, do medo, da esperança e principalmente de sua fé.
Me lembro do amor e admiração nos olhos de cada um que estiveram ali com você.
Me lembro de repetir na última vez que conversamos, cada palavra de gratidão que sempre falei no decorrer de nossas vidas, de olhar nos teus olhos e dizer o quanto você foi importante para que eu me tornasse uma pessoa feliz.
Me lembro da última frase que disse para mim antes da sedação, “não se preocupe, o tio não vai morrer, só vai dormir um pouco e descansar.”
Me lembro do telefone tocando de madrugada e do frio no estômago. Dia 28 de maio de 2012, às 04h15 da manhã, foi embora uma parte gigantesca do meu coração.
Dali por diante, eu tinha que ser forte como você sempre foi e nos ensinou isso. Me lembro da sala branca e fria, da roupa que deixei lá e de todos os detalhes (momento onde tudo foi muito racional).
Me lembro das flores que não paravam de chegar e da multidão de pessoas que foram se despedir e dizer obrigado. Sim, cada um ali tinha algo para lhe agradecer.
Depois que tudo acabou não houve um só dia de alegria plena, não houve uma só noite sem que seus olhos desconhecidos deixassem de voltar em minha lembrança... e a ausência? Ah, ausência! Essa sim é companheira constante, aperta meu peito, enche a garganta de nós, os olhos de lágrimas e pesa meu coração.
O jeito de matar um pouco a saudade é assistir vídeos antigos, é buscar na memória particularidades nossas, é relembrar a bondade, o companheirismo, os apertões no nariz e o seu sorriso lindo, e debochado.
 O jeito para aliviar o coração, é elevar uma prece a Deus e agradecer por Ele ter colocado você num lugar tão especial, e importante em minha vida.

Saudades de você meu tio, saudades de você meu pai.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ray Ban...

Porque a vida continua também não paro, sol a sol sigo em direção as coisas que preciso viver.

Porque a vida continua vou algumas vezes só, outras trago alguém comigo, nem que seja apenas no coração e nas lembranças.

Porque a vida continua, vivo, luto e envelheço, penso no contexto e contesto muitas estradas que percorri, caminhos que não me levaram a nada, mas eram lindos de se ver.

Porque a vida continua podo as árvores e flores do jardim... planto sementes novas e espero germinar.

Porque  a vida continua não há um dia em que eu não pense em você, sinto falta, saudade, choro sozinha... pra disfarçar e esconder meus olhos, coloco um óculos escuro (fico bem de Ray Ban aviador).

Porque a vida continua escrevo e te procuro, mesmo sabendo que provavelmente nunca mais vou te encontrar.

É a vida, e ela sempre continua.

domingo, 15 de julho de 2012

O gigante

Ontem eles pararam para relembrar o amor que os uniu... pedaços de uma linda história que foi guardada em pequenas fitas, dessas para gravador portátil, tudo numa narrativa doce, num tom de felicidade quase boba, era tempo  de descoberta.

Pedacinhos de dois que quase se perderam durante o tempo, músicas cantadas por duas pessoas apaixonadas, poemas lidos, vidas se entrelaçando sem nenhuma certeza de futuro. Aliás, o que importava era o presente, os arrepios, a saudade, os beijos que se encaixaram logo na primeira vez, os corpos que se reconheceram, o cheiro que os faziam sonhar, o riso largo quando estavam juntos, os olhares tagarelas... o que importava era que de uma maneira tão improvável, a vida os uniu e a felicidade os havia encontrado.

Quase nove anos se passaram, eles estão mais velhos, o amor também amadureceu. É fato que por duas vezes adoeceu, quase se perdeu, mas como sempre foi verdadeiro e forte demais, eles  cuidaram dele e hoje está saudável, cresce um pouco a cada dia, já é quase um gigante... e quem tem um amor que se torna gigante, não pode ser infeliz. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Quando eu for apenas um

Se um dia nossa música parar e nosso livro se fechar... se eu não puder ouvir mais a melodia, nem nossas histórias antes de dormir.

Se a vida calar nossas gargalhadas, aquelas que soltamos quando falamos coisas bobas, quando fazemos piadas que ninguém mais no mundo, além de nós, acharia graça.

Se não houver caneta, nem tijolo ou carvão, para te escrever no chão que te amo, ou para te surpreender com um bilhete no espelho do banheiro... neste dia, não haverá mais felicidade.

Neste dia aposento minha câmera, guardo os meus sonhos e empacoto os meus desejos.

Neste dia, depois de não haver mais você, tudo perderá o sentido... não haverá ar, nem coração, nem mente sã, nem palavras capazes de me fazer ficar.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Dor e saudade...



Tudo ainda está muito confuso, a dor da perda é tão grande que me perco nela… seu cheiro continua na camisa do palmeiras que escolhi ontem (em meio as roupas empacotadas), para ficar comigo. Sua voz ressoa em meus ouvidos, o seu jeito de falar bravo e resmungão  ainda conseguem me tirar sorrisos de canto de boca quando me lembro.

Fiz o que pude, tentei amenizar sua dor como consegui, corri para atender a todos os seus pedidos, comprei Yakult e dois sorvetes de limão, um deles pedido já na UTI, sua última vontade… nunca mais um sorvete de limão terá o mesmo significado nem o mesmo sabor pra mim, nunca mais tio…

Não sei explicar e nem imaginar o que será sua ausência em minha vida, não sei como viver sem seu sorriso, estou tomando coragem para assistir ao dvd de formatura em que foi meu padrinho, quem sabe consigo amenizar a saudade.

Não sei como guardar o seu cheiro comigo, me desespero e peço a Deus que ele se perpetue na camisa de futebol para me ajudar com a saudade, mas não sei se vai acontecer… 

Não sei o que vai ser da minha vida sem seu colo, sem seus apertões no meu nariz, não sei de tanta coisa com a sua ausência tio…

Não sei como preencher o vazio no peito, meus olhos não desincham, minha cabeça não para… nunca mais ganhar seus abraços, nunca mais me sentir protegida e acolhida por vc, perder meu paizinho, o cara que me deu tanto amor não está sendo fácil… ai ai.

Agora sou apenas dor, saudade e medo… mas amanhã é outro dia.

O que me conforta é que tive tempo de me despedir,  te dizer tudo o que vc significa em minha vida, falar do amor que sinto e do quanto te agradeço.

Quando seus colegas de trabalho chegaram até mim no velório, perguntando se eu era a Cynthia, sobrinha que vc falava tanto e com tanto carinho, naquele momento tive a certeza de que consegui te dar um pouquinho do amor que recebi.

Te amo meu tio, meu pai... fica tranquilo que vou cuidar junto com a Li da nossa família.