"Enquanto as más línguas falam de mim... As boas percorrem meu corpo." Rá!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Anos 80 e 90
Estou em casa assistindo ao dvd Multishow Anos 80 ao vivo... que saudade! Saudades de um tempo onde a música era um dos veículos para falar de insatisfações, protestos, sonhos, amores, fantasias, tabús, desamores, diferenças sociais e política.
Me desculpem os mais novos, mas a infância 80 e adolescência 90 foram de um tempo e de uma geração privilegiada, que mandava seu recado e falava através da arte, influenciando de maneira positiva a grande massa.
Até Quando Esperar
Plebe Rude
Composição : André X/Gutje/Philippe Seabra
Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar
E cadê a esmola que nós damos
Sem perceber que aquele abençoado
Poderia ter sido você
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus
Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos
Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos
Sei
Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar
A plebe ajoelhar
Até quando esperar
A plebe ajoelhar
Esperando a ajuda do divino Deus
quarta-feira, 13 de abril de 2011
A conversa
A cada sessão de radioterapia, enquanto aguardo na sala de espera, vivencio uma nova experiência.
Hoje conversei com uma senhora de sessenta e cinco anos, ela me disse que há dois meses retirou um tumor maligno da cabeça, me contou que depois da cirurgia, quando voltou da anestesia, já estava na UTI e não sentia o lado direito do corpo. Ela ficou muito triste, pois os médicos disseram que não havia previsão para este sintoma passar. Eles sequer poderiam afirmar que iria passar, pois poderia ser uma sequela da cirurgia delicada, da qual ela foi submetida.
Depois de ouvir isso meu coração ficou apertadinho, mas ela me olhou com seus olhinhos meigos, me mostrou sua mão e disse "olha, minha mão está um pouco inchada ainda, mas já estou sentindo meu lado direito, a sensibilidade voltou totalmente! Os médicos não sabiam, mas Deus é quem sabe de todas as coisas."
Depois de me contar a boa notícia e aliviar meu coração, a senhora me presenteou com um sorriso largo, lindo e cheio de satisfação, segurou minha mão e afirmou "Deus é maior do que tudo nesta vida, maior do que tudo."
Amém!
terça-feira, 12 de abril de 2011
O menino
Hoje eu vi uma criança carequinha na clínica onde faço radioterapia. Desde que tudo isso começou em minha vida, foi a primeira vez que encontrei alguém com tão pouca idade enfrentando o câncer.
Ele corria pelos corredores como se nada estivesse acontecendo, olhava de canto de olho para ter certeza de que tinha a minha atenção, depois sorria envergonhado e voltava a brincar, como se estivesse vivendo uma aventura. Passado alguns minutos ele sumiu e não voltou, mas deixou por ali seu jeitinho de olhar e o sorriso tão raro de se ver no rosto dos pacientes oncológicos daquela clínica.
Quando percebi, meus olhos estavam molhados e meu coração desejando que tudo desse certo para o pequeno e sua família.
Minha vontade logo que o vi foi de pegá-lo no colo, abraçá-lo e dizer a ele que tudo ficará bem, mas depois de ver toda aquela alegria, entendi que ele não carregava nenhuma dúvida quanto a isso.
Apenas um ponto de vista
Baseada em algumas coisas que vi, estou tentando entender o que se passa na cabeça das pessoas... vou tentar desenvolver aqui uma linha de raciocínio, partindo do princípio de que todos nós podemos e devemos mudar de opinião, e amadurecer com as experiências que a vida nos trás. Aliás, se prestarem atenção na apresentação, este blog foi criado para falar disso.
Ok, mudanças são necessárias, quanto a isso concordo plenamente. Mas como coisas que outrora pareciam ser tão resolvidas no indivíduo, mudam de uma hora para outra? Tá meio confuso... vou tentar explicar com alguns exemplos:
Uma pessoa que conheceu a verdade sobre a história de Cristo e viveu experiências com esta verdade, em minha opinião, dificilmente será ateu. Por mais que ela possa se revoltar com Deus por algum motivo, pela perda de alguém querido, ela viverá seu luto e pode até se afastar de Deus, mas não acredito que deixará de acreditar que ele existe... até mesmo porque, a própria revolta contra Deus é acreditar que ele está lá em algum lugar.
O cara que é de esquerda, que conhece a história política deste país, que sabe e respeita a ideologia e o sangue derramado pelos militantes que lutaram por um "país livre" em tempos de ditadura, dificilmente será de direita... a não ser, que a mudança ocorra por interesses pessoais.
Eu sou corinthiana, sofredora, que escuto piadinhas por nunca ter comemorado uma Libertadores, já sofri quando o meu time caiu para a segunda divisão, mas jamais conseguiria torcer para qualquer outro time mesmo que o meu caisse para a "vigésima" divisão, entende?
Então, fica aqui a pergunta. O que leva pessoas cheias de opiniões e verdades a mudar de idéia em relação a coisas tão particulares?
Eu até tenho algumas possíveis respostas... tipo, a convivência com um outro que pensa de forma diferente pode contribuir para a mudança de opinião. Pode ser também, que aquela verdade outrora defendida nunca existiu de fato; ou então, casos extremos de perdas ou interesses pessoais. Não sei...
O que vocês acham?
Beijos!
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Eu também quero...
Sem Mandamentos
Oswaldo Montenegro
Composição : Oswaldo Montenegro
Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Eu quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
E que triunfe a força da imaginação
domingo, 10 de abril de 2011
As coisas mudam
Com os problemas sendo resolvidos, a vida continua. Ontem percebi que a idade que tenho continua também... rs
Ontem fui prestigiar a comemoração do aniversário de uma amiga em uma balada, ao entrar no local a música quase me deixou surda (rs)! Britney Spears era o carro chefe da casa, jovens entre dezoito e vinte anos, dançavam coreografias esquisitas e sentiam-se livres para fazer movimentos depravados em seus namoradinhos no meio de todo mundo. Fiquei pensando, será que um dia terei um filho? Será que ele será assim? Confesso que bateu um pânico! rs
Graças a minha cabeça pensante, resolvi o problema causado pelo DJ que certamente pensava que éramos surdos, coloquei e distribui bolinhas de guardanapo para os ouvidos, após três horas e meia deixei a aniversariante e sua festa. =/
Descobri que não tenho mais paciência para baladas... prefiro um barzinho, amigos e uma boa música ao vivo... constatei que, é fato, meus trinta e um anos, estão falando mais alto, estou ficando velha... rs
Mas de toda forma foi bom sair, ver o que está rolando com a garotada de hoje, ver como os costumes estão diferentes de quando eu tinha a idade deles. Só me pareceu tudo muito solto, desgovernado e saindo dos trilhos, pode ter sido apenas a impressão de alguém que já passou desta fase faz tempo, vai saber... rs
Esse foi apenas um texto cheio de opiniões sobre a noite de ontem, mas valeu e sempre valerá a penas prestigiar pessoas queridas.
Beijos!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Hoje eles falam por mim
“(...) é assim que, agora, aquele longo período de doença me aparece: sinto como se, nele, eu tivesse descoberto de novo a vida, descobrindo a mim mesmo, inclusive. Provei todas as coisas boas, mesmo as pequenas, de uma forma como os outros não as provam com facilidade. E transformei, então, minha vontade de saúde e de viver numa filosofia.” (Nietzsche)
“A saúde emburrece os sentidos. A doença faz os sentidos ressuscitarem.” (Rubem Alves)
terça-feira, 5 de abril de 2011
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