Ela tenta de todas as maneiras preencher o buraco negro que se alojou em seu peito, mas ele continua lá, aberto, negro e profundo.
Tudo está diferente, ela já não reconhece mais sua vida e o passado insiste em assombrá-la.
Sua fé permite que passos continuem sendo dados, pois quem não avança nunca chegará, por isso ela avança, devagar, a seu tempo, da maneira que consegue, mas avança... é lutando que a vitória vem.
Confusão de sentimentos, saudades, perdas, planos interrompidos... uma história de sucesso e superação temporariamente perdida.
A moça sente falta do dia a dia, das risadas, das brincadeiras, da leveza em viver... ela sente falta das conquistas que ela se orgulhava tanto, do seu espaço, da independência que conquistou. Sente falta até do mau humor matinal e do jeito "italianado" de falar daquelas pessoas que estavam com ela todos os dias e que sempre foi motivo de piada entre eles (no bom sentido).
De olhos fechados ela respira fundo e sente o ar enchendo seus pulmões, um suspiro intenso que parece amenizar sua dor... só parece, mas amanhã é outro dia.
* toda vez que meu celular recebe uma ligação por engano me lembro de vocês.
Ouço sua voz no silêncio e mesmo que o vento traga o seu cheiro; e ainda assim, me faltam seus olhos e o seu sorriso.
Falta a paz que sinto quando está por perto, falta a maciez da sua pele, a firmeza do toque e a doçura do beijo.
Quando decidimos dizer adeus, procurei em outros olhos semelhanças físicas aos seus, até encontrei, mas nunca achei ninguém que me visse do jeitinho que você me via. Foi então que percebi, que não era dos olhos que eu sentia falta, era do seu olhar e de quem você me tornava toda vez que olhava para mim.
Com você aprendi que a dona felicidade pode ser mais feliz do que um dia pensei, aprendi que é possível encontrar um "amor maior que eu" e que não sou louca por ter vontade de sair gritando pela rua "eu amo, eu amo".
Com você aprendi que cumplicidade e respeito são ingredientes fundamentais para manter vivo o amor verdadeiro... aquele sem interesses, que soma e completa.
Foi ao seu lado que conheci e vivi o maior amor do mundo.
"era tão estranho te olhar dentro dos olhos e ver em minha frente tudo que eu sempre quis..."
Hoje acordei com saudade de certos sorrisos, de algumas conversas e das ruas onde muitas vezes firmei meus passos.
Por algumas ruas, nunca mais passei. A vida mudou o rumo... estes novos caminhos deixaram para trás sorrisos e presenças, mas como dizem por ai “o tempo cura tudo”, só não faz desaparecer.
As oportunidades me trouxeram muitas outras pessoas e ruas, mas as particularidades de cada um que ficou para trás, me faz carregar uma saudade que de tempos em tempos quase me sufoca.
Hoje acordei sem ar, mas cheia de vida... como é possível?
No lugar do ar inspiro ausências e expiro lembranças, no lugar das ausências coloco meus projetos e perspectivas, até que funciona! Ao menos tenho conseguido tocar a vida em frente.
Há quem critique meu modo de escrever, há quem se incomode com tanta exposição, há também quem pense que vomitar coisas boas e ruins através de minhas crônicas, é querer fazer espetáculo de algo que deveria ser só meu. Pra que não dividir? Pra que não colocar pra fora se me faz bem? Qual a finalidade de omitir meus sentimentos, se tudo e todos que estão direta ou indiretamente a minha volta me atingem?
Minha vida não é um faz de conta, por conseqüência, meus textos também não! Dinheiro não é tudo, principalmente se não for meu! Não finjo que amo nem que choro, não finjo amizade nem rancor, não coloco banalidades e futilidades na frente do que realmente importa, não sou dona da verdade, mas as minhas me pertencem e faço delas o que eu quiser.
Não me incomodo com a crítica, me incomodo com a maldade.
Por isso, aos que se sentem incomodados com minhas crônicas “ruins”, é simples. Basta não voltar ao HSA... assine uma boa revista ou um jornal, se ocupe com livros e se concentre na sua vida mega interessante, conquiste amigos influentes e tire vantagem de tudo! ;^)
Já aos meus amigos e seguidores peço desculpas pelo desabafo! Enquanto minhas crônicas trouxerem reflexão e somar de alguma forma, estarei por aqui.
Está escuro, ela faz de tudo para ver o que há a sua frente, mas não consegue... são corredores estreitos.
Inevitavelmente chega o medo, o silêncio lhe acompanha... de mãos dadas com a solidão, ela continua dando passos incertos que podem levá-la a lugar nenhum.
As paredes molhadas servem como guia e são a esperança de haver uma saída. O chão está liso, seria fácil escorregar, mas ela continua, segue em frente bem devagar.
Após dias andando, sem dormir, comer ou pensar, ela está exausta... senta-se no chão e chora, suas lágrimas se misturam a toda umidade do lugar, então ela percebe que é tudo regado por lágrimas e que não importa se ela vai continuar andando ou não, não faz a mínima diferença se os passos serão dados ou se ficará ali sentada.
A porta de saída só pode ser aberta pelo lado de fora, desta vez não depende dela. Alguém precisa tirá-la de lá.
Os amigos confidentes e companheiros, das gargalhadas no pátio da escola ficaram esquecidos em algum lugar, a correria e o amadurecimento muitas vezes me deixa a sensação de causar amnésia. Dos meus primeiros "grandes amores" nem me lembro mais, as lágrimas secaram, o mundo não acabou e o sofrimento vivido por mim na época, hoje não passam de histórias que me fazem rir.
Meus sonhos de menina foram substituídos por outros... não fiquei rica, não me tornei cantora, não me formei em medicina, nem em jornalismo, não dei a luz aos três filhos que um dia me prometi... aliás, minha promessa mais descabida.
Em contrapartida, sou uma pessoa bacana, excelente filha para minha mãe, me formei em direito, virei gerente de uma Autarquia Estadual, venci um câncer e depois disso, estou jogando tudo para o alto e hoje corro atrás de um novo sonho.
Infelizmente nunca mais tive notícias da professora Adelina, que adorava minhas redações no ginásio, não sei se ela ainda está viva e se continua lecionando com aquele brilho no olhar. É só fechar os olhos que me lembro muito bem dela, era baixinha, gordinha, cabelos claros, amável, paciente e dedicada, adorava elogiar seus alunos... de certa forma nos fazia sentir especiais pelo simples fato de colocarmos nossos pensamentos no papel.
Já do professor de matemática com cara de maluco, que fazia terrorismo com a matéria, ainda hoje tenho notícias, continua maluco.
A única briga na quadra da escola não me deixou nenhuma cicatriz... aliás, outro dia, depois de anos reencontrei "minha rival" na rua, nos olhamos e sorrimos cordialmente uma para outra.
A morte precoce do meu primo na adolescência ainda dói, continuo achando que não é certo perder quem amamos tão cedo. Fiquei quatro anos sem voltar ao Paraná depois do acidente, com medo de encarar a ausência do Luiz, mas hoje sei que de nada adiantou porque esta ausência não estava apenas lá, eu a trazia dentro de mim... E quando eu precisei voltar para velar o corpo do meu avô, reencontrei minha prima Bel, que chorando me deu um tapa no braço e disse: "nunca mais fique tanto tempo longe da gente"... no fim das contas a ausente fui eu.
Os natais tristes da infância e adolescência, ficaram na infância e na adolescência... hoje graças a Deus não são mais tristes porque me dei conta de que as pessoas mais importantes de minha vida, SEMPRE estiveram ao meu lado e de que a minha família sempre foi completa.
Lembrar das conversas que tinha com meu avô, vítima de três derrames, me faz um bem danado... me lembro de quando contei a ele que eu estava fazendo a faculdade de direito, mesmo com todas as suas limitações, ele me olhou, sorriu e chorou.
Muitos fatos, sonhos, lembranças acabam se perdendo de nós... é uma pena, pois quando paramos, exercitamos a mente e começamos a lembrar desses momentos, percebemos que há um tesouro chamado passado que pertence a cada um de nós.
Depois de um período turbulento alguns dos meus sonhos começam a se concretizar!
Hoje vivo minha paixão pela arte, coloco em prática minhas escolhas e a vida começa a voltar ao lugar... aprendi que se não houver prazer, não haverá sentido e se não há sentido não deve ser vivido.
Por isso meus amigos, meus leitores e seguidores do Hoje Sou Assim, venho lançar aqui, oficialmente, minha nova carreira, meu novo espaço, minha nova e bela vida profissional!!!